FAQ: as 15 perguntas que nos fazem sempre antes de contratar uma formação

Há perguntas que ouvimos em praticamente todas as primeiras conversas com um cliente novo, às vezes ditas em voz alta, às vezes só visíveis na expressão de quem está do outro lado da mesa a pensar “mas isto funciona mesmo?”. Reunimos aqui as 15 mais frequentes, com respostas directas, para poupar tempo a quem está a avaliar se o improviso aplicado faz sentido para a sua equipa.
1. Preciso de ter experiência em teatro para participar?
Não, e esta é provavelmente a pergunta mais frequente de todas. As sessões são desenhadas para pessoas sem qualquer background artístico. A maioria dos participantes nunca pisou um palco antes. O objectivo não é “fazer teatro”, mas usar as suas ferramentas para desenvolver competências concretas.
2. E se tivermos colegas mais tímidos ou introvertidos?
É frequente serem precisamente esses colegas a beneficiar mais claramente do processo. O ambiente é estruturado, sem avaliação de desempenho artístico e sem pressão para “ser engraçado”, o que costuma ser mais confortável para perfis mais reservados do que uma dinâmica social tradicional.
3. Funciona para equipas muito grandes?
Depende do formato. Uma Sessão de Arranque acomoda até 30 pessoas; uma Imersão Completa, até 25; um Programa Continuado, equipas até 20. Para grupos maiores, o habitual é dividir em sessões paralelas ou sucessivas, mantendo a qualidade da facilitação.
4. E se formos uma equipa pequena, de 8 ou 9 pessoas?
Também não há problema nenhum. grupos pequenos permitem, na verdade, um trabalho ainda mais profundo e personalizado, com mais tempo de palco e feedback individual para cada pessoa. Mantemos o número mínimo de 8 pessoas por grupo para não haver quem se "destaque", pelos melhores ou piores motivos, e para garantir a manutenção da segurança psicológica.
5. Qual a diferença entre uma formação corporativa e um team building?
As formações corporativas (SPEAKEASY, ON THE SPOT, CREATIVITY/FLOW) desenvolvem uma competência específica como a comunicação, decisão sob pressão ou criatividade, normalmente integrada num percurso de desenvolvimento profissional. O team building (TEAM_IMPROV) foca-se na relação entre as pessoas de uma equipa específica - confiança, comunicação interna, colaboração - e costuma estar ligado a um momento concreto da organização, como uma integração de novos colaboradores ou uma reestruturação.
6. Quanto custa?
O valor depende do formato, da duração e do número de participantes. O valor final é sempre definido depois de uma conversa inicial sobre os objectivos e o contexto da equipa.
7. Como sabem qual é o formato mais indicado para a nossa equipa?
Através de um diagnóstico prévio como uma conversa para perceber o momento da equipa, os objectivos e os desafios específicos, que ocorre antes de desenharmos o programa. Não há um formato único aplicado a toda a gente; o desenho é sempre adaptado ao contexto.
8. A formação acontece nas nossas instalações ou nas vossas?
Normalmente nas instalações do cliente, desde que haja espaço amplo e sem mobiliário fixo no meio. Quando isso não é possível, procura-se em conjunto um espaço alternativo adequado, o que costuma ser mais recomendado (de forma a que os seus colaboradores possam estar num espaço diferente do seu local de trabalho).
9. Quanto tempo dura uma sessão?
Varia com o formato: uma Sessão de Arranque dura meio dia (3 a 4 horas); uma Imersão Completa ocupa o dia inteiro (7 a 8 horas); um Programa Continuado distribui-se por várias sessões mensais, normalmente entre 3 e 6.
10. Podemos fazer apenas uma sessão, ou é preciso um programa contínuo?
Uma sessão única já produz resultados visíveis, sobretudo ao nível da confiança e comunicação imediatas dentro da equipa. Mas, tal como qualquer competência, o desenvolvimento mais consistente e duradouro vem da repetição, por isso existe a opção de programa continuado para quem quer construir capacidades ao longo do tempo.
11. Isto é só “diversão”, ou há resultados mensuráveis?
Há ambos, e não são incompatíveis. A investigação de Amy Edmondson (Harvard) identifica a segurança psicológica como o preditor mais robusto de desempenho de equipa, e é exactamente isso que estes exercícios constroem de forma experiencial. O acompanhamento inclui debriefing estruturado e avaliação de impacto, para que a mudança não fique apenas na sensação de “foi um bom dia”.
12. O que é exactamente o princípio “Sim, e” que aparece sempre nestes textos?
É o princípio central do teatro de improviso: aceitar o que o outro acabou de propor, em vez de o negar ou ignorar, e construir a partir daí. Aplicado a uma equipa, traduz-se numa forma de comunicar que constrói sobre as ideias dos colegas em vez de as substituir à primeira oportunidade.
13. Quanto tempo depois da sessão começamos a ver resultados?
As primeiras mudanças costumam ser visíveis já nos dias seguintes. Padrões mais consistentes de colaboração e comunicação, que é o que realmente importa, tendem a consolidar-se ao longo de semanas, sobretudo quando há continuidade.
14. Trabalham só com empresas, ou também com universidades?
Também com universidades, através de versões académicas dos programas: SPEAKEASY Académico, ON THE SPOT Académico e CREATIVITY/FLOW Académico. Estas formações são pensadas para contextos de ensino superior, desde a apresentação de projectos à tomada de decisões em equipa.
15. Como começamos o processo?
Com uma conversa inicial, sem compromisso, para perceber o momento e os objectivos da equipa ou organização. É esse diagnóstico que determina o formato certo, e é sempre o primeiro passo, antes de qualquer proposta.
Se a sua pergunta não está nesta lista, é provavelmente porque é suficientemente específica para merecer uma conversa a sério. E essas, como sempre, não cobramos para ter.
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